Raks Al Senniyya I

Posted Dec 19, 2008 by Koelveitch / comments 0 comments / Print / Font Size Decrease font size Increase font size

"Raks AL Senniyya, ou a Dança do Chá, tem sua origem no Marrocos. Uma dança tradicional para esses povos, pode ser praticada por pessoas de ambos os sexos..."

A Dança do Ventre caiu no gosto do mundo inteiro, e por isso acabamos descobrindo no folclore dos povos do Oriente várias outras danças, como o Khaleege, o Tahtib e sua versão feminina (Raks Al Assaya) ou a Raks Al Shemadan, que já incorporamos ao nosso "acervo". No entanto, algumas modalidades raramente podem ser aprendidas (ou mesmo vistas) por nós, ocidentais, geralmente, por terem um caráter religioso ou carregarem traços culturais muito fortes. Meleah Laf Meleah Laf significa lenço enrolado. Esta dança foi vista unicamente no Egito, mais especificamente no subúrbio do Cairo. Nos anos 20, surgiu uma moda no Cairo, onde as mulheres da sociedade começaram a usar o Meleah, grande lenço preto, enrolado ao corpo. A moda passou, mas as garotas do subúrbio até hoje continuam a usar seus lenços. No entanto, agora elas o usam na dança. A amarração padrão do Meleah passa o véu por baixo dos seios, prendendo uma das pontas embaixo do braço. Do outro lado, o véu passa por cima da cabeça e é seguro pela mão. Durante a dança, a bailarina "puxa" o Meleah para que este fique justo ao corpo e ressalte suas formas femininas, principalmente o quadril. No decorrer da música, a bailarina solta o lenço e dança até o fim com ele nas mãos. É comum vê-las dançando com um chador (quase sempre de de crochê) cobrindo o rosto, que também pode ser tirado no decorrer da apresentação. Outra observação interessante: a dançarina masca chiclete durante a dança (tradicionalmente, as egípcias costumam mascar goma de miske). O jeito de andar, o lenço e o chador cobrindo o que mais tarde será descoberto, o ato de mascar chiclete , a música (sempre muito alegre e festiva) são fatores importantes que caracterizam o jeito das garotas Baladi do Egito. É uma dança cheia de estereótipos, onde é necessário charme e uma pitada de ousadia de quem a interpreta. Dança Ghawazee Ghawazee, para os egípcios, significa ciganas. Assim eram chamadas as dançarinas de Dança do Ventre, no Egito Antigo, que se apresentavam nas ruas, também recebendo o nome de As Dançarinas do Povo. As ghawazee realizam esta dança de uma maneira toda especial, com trajes bem folclóricos, pintura tribal nos rostos, turbantes e lenços amarrados à cabeça, e músicas tradicionais, com poucos e típicos instrumentos. Hoje em dia, poucas ciganas tentam ganhar a vida dançando ou dando aulas no Egito, competindo desigualmente com as bailarinas da Dança do Ventre hollywoodiana, apresentada nos maiores hotéis e casas noturnas do Cairo. No entanto, surge nos Estados Unidos um movimento muito forte, tentando buscar as raízes da dança dessas ghawazee. Grupos como The Ghawazee Troupe, The Fat Chance Belly Dance e The Pink Gipsy Groupe, estão buscando nessa forma de dançar uma nova visão da Dança do Ventre. Associando a Dança Ghawazee à outras danças orientais, formam o que chamam de Tribal Fusion Style. Dança das Flores Realizada na época da primavera, quando as camponesas egípcias iam trabalhar na colheita das flores. Para amenizar o trabalho, elas cantavam e dançavam. Mais adiante, tornou-se uma dança comum nas festas populares. Enquanto dança, a bailarina entrega as flores de seu cesto aos espectadores. As Ghawazee também realizam a mesma dança, também conhecida como Dança do Cesto. Neste caso, a dançarina acrescenta algumas características próprias, como equilibrar o cesto de flores na cabeça, mexer suas saias (rodadas) enquanto dançam, prender uma flor entre os dentes, por exemplo. Dança dos Lenços Sua origem parece vir do Norte da África. Ainda encontram-se mulheres executando essa dança na Algéria, Marrocos e Tunísia. Para isso, utiliza-se dois lenços. Basicamente, a dança mantém movimentação básica dos pés e os lenços servem para serem agitados no ar, dando graça e movimento à dança. Numa variação, usa-se apenas um lenço, compartilhado por ambas as mãos. Enquanto dança, a bailarina usa o lenço num jogo de "esconder e revelar", primeiro deixando visível apenas os olhos, depois o nariz, a boca, e usando-o como uma moldura para mostrar a movimentação de tronco ou quadril. Guedra Dança ritual típica dos nômades do Deserto do Saara, aparecendo também na Mauritânia, Marrocos e Egito. Também é conhecida como a Dança da Benção dos Touaregs. É uma dança de transe, de origem religiosa, que tem por finalidade trazer satisfação e alegria plena àqueles que a praticam e/ou a assistem. Sua base é simples, onde a bailarina executa movimentos com as mãos, para as quatro direções (Norte, Sul, Leste e Oeste), para quatro elementos (céu - acima, terra - abaixo, ar - para trás e água - para baixo) ou simbolizando o tempo (passado - para trás, presente - para o lado e futuro - para frente). Outro movimento básico seria a benção oriental, onde toca-se o estômago, o coração e a cabeça, emanando a energia da dança ao público. Para recuperar a energia dispensada, a dançarina toca-se na direção do ombro, trazendo a vibração da platéia para si. Inicia-se com o rosto coberto por um véu, que pode ser abandonado no decorrer da dança. Em certo momento, a dançarina começa um balanço de cabeça, para frente e para trás, geralmente brusco, fazendo voar suas tranças. Com grande freqüência, encerra-se a dança no chão. A roupa típica para dançar a Guedra é o Caftan, acompanhado do Haik, espécie de manto preso à frente do corpo por alfinetes e correntes. Acompanha adornos de cabeça e tranças (reais ou postiças). A musica usada são cânticos muçulmanos, que podem durar até horas. Raks Al Senniyya Raks AL Senniyya, ou a Dança do Chá, tem sua origem no Marrocos. Uma dança tradicional para esses povos, pode ser praticada por pessoas de ambos os sexos. Executa-se basicamente uma performance para demonstração de equilíbrio e destreza. Os dançarinos geralmente balançam-se ao som da música, com uma bandeja de xícaras de chá apoiada na cabeça. Fellaha ou Fallahi Dança originária da região do Alto Egito. Diferente do Tahtib, que tem como característica ser uma dança de povos nômades, a Fellaha ou Fallahi vêm dos Fallahin, fazendeiros egípcios (camponeses). Fallahi significa "criado por um Fallahin". Também o ritmo musical usado para esta dança recebe o nome de Fallahi. A dança simboliza um encontro, sendo dançada, em geral, por casais (ou um grupo de mulheres e um homem). Conta a história de um rapaz que estava à procura do amor, e acaba encontrando uma jovem. No entanto, seu coração é volúvel. Surpresa com o comportamento dele, ela acaba deixando-o sozinho. Numa outra forma, pode ser realizada apenas por mulheres, onde elas dançam com jarros. O passo básico da fallahi lembra o pas de valse do ballet clássico. Choufou El Arbiyya Dança típica Tunisiana, realizada apenas por mulheres. Nessa dança, elas mostram, com agilidade, suas habilidades de dançarina com batidas pélvicas e de quadris, enquanto mostram seus tornozelos ao público, para demonstrar que não usam o Khul-khaal (espécie de tornozeleira) e que, assim sendo, não são casadas.      continua...                                                                                                    K.V.

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